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REDAÇÃO THAIS PIMENTA
Felipe Puperi por Victoria Bortolato – download aqui
Chega às plataformas de streaming hoje, 18 de agosto, a faixa Fez a Minha Onda Bater. Escolhida para inaugurar um outro momento na trajetória de Tagua Tagua, projeto solo do cantor, compositor e produtor Felipe Puperi, a canção marca o início de um novo ciclo. Entre grooves e batidas que revelam caminhos estéticos, ela recebe a missão de ser a primeira amostra de um vindouro LP, o quarto da carreira, esperado para o ano de 2027. Ouça aqui e assista ao videoclipe aqui.
“Eu compus essa música buscando uma sensação específica. Acho que ela tem um groove contagiante e que te transporta”, diz Puperi. “Fez a Minha Onda Bater evoca aquela sensação de dirigir por uma estrada vazia em direção ao pôr-do-sol. A letra fala do momento em que algo realmente maravilhoso acontece e esse sentimento toma conta de você”. É o próprio artista quem assina a produção musical, e em sua companhia estão velhos conhecidos: enquanto na bateria está Leo Mattos, a engenharia de produção fica sob os cuidados de Fabio Pinczowsky. A mixagem, por sua vez, é de Tiago Abrahão e Arthur Joly assina a master.
Construída sobre guitarras suingadas, combinadas a uma linha de baixo melódica, Fez a Minha Onda Bater avança enquanto ganha contornos genuinamente brasileiros. Em cada nota, propõe ao ouvinte um diálogo com a pesquisa sonora desenvolvida por Felipe ao longo dos últimos anos. O resultado nos leva a referências fundamentais da canção popular, entre os quais se incluem nomes como Cassiano e Jorge Ben, ao mesmo tempo em que reafirma a identidade contemporânea que consolidou Tagua Tagua.
Um videoclipe também foi gravado para a faixa. Com roteiro e direção de Lucas Mooluscos, a ideia foi retratar um final de semana entre amigos onde coisas estranhas começam a acontecer. “Uma vez que a música fala sobre algo que faz a onda bater, o clipe acaba ampliando essa ideia de diferentes formas, seja em sentido literal, a partir de amigos que se encontram ou mesmo de um mergulho em coisas inexplicáveis, imaginárias”, explica Puperi. Imerso em uma estética característica das décadas de 1980 e 1990, notável tanto no figurino quanto na locação, o registro flerta com a magia de produções como a série Twin Peaks, clássico do repertório de David Lynch. Assista aqui.
Registro por Victoria Bortolato – download aqui
Guiado por uma produção que aponta para um novo norte, o single se constrói a partir do balanço constante entre memória e experimentação, abrindo um portal para o universo que será explorado a seguir. “Ouvindo agora, ela funciona como se eu pegasse essas referências do passado, tão importantes para moldar o presente, e as jogasse em direção ao futuro”, explica Puperi.
A capa concebida para o projeto também conversa com essa ideia. Com direção de arte assinada por João Lauro Fonte — o mesmo autor das demais capas que envolvem os trabalhos anteriores de Tagua Tagua — esta permite ao ouvinte observar, sobretudo pela predominância de cores quentes, uma expansão da mensagem proposta pelo autor na letra. É esse sol imperativo que cria agora a conexão entre música e imagem, reforçando a estética do projeto de sempre mirar o que está por vir.
Capa por João Lauro Fonte – download aqui
O Tagua Tagua também retornou aos palcos com uma gira que se estenderá ao longo dos meses de julho, agosto e setembro deste ano. A princípio, o foco esteve em datas na Europa, com passagens por capitais como Amsterdam, Lisboa e Madrid. Agora, é a vez do Brasil receber esse som. Confira abaixo o itinerário atualizado.
16/07 – Barcelona, Espanha
17/07 – Madrid, Espanha
20/07 – Amsterdam, Holanda
22/07 – Lisboa, Portugal
24/07 – Porto, Portugal
01/08 – Manguinhos/ES
21/08 – Porto Alegre/RS
05/09 – Brasília/DF
06/09 – Goiânia/GO
Música
Guitarras, sintetizadores, baixo, percussões, vozes, arranjo e produção — Felipe Puperi
Bateria — Leo Mattos
Engenharia de gravação — Fabio Pinczowsky
Mixagem — Tiago Abrahão
Masterização — Arthur Joly
Capa — João Lauro Fonte
Clipe
Elenco — @tagua.tagua e @ella.tchella
Produção — @bahaez.bahae
Realização — @mooluscosfilmes
Roteiro, direção e direção de fotografia — @mooluscos
Produção executiva e direção de produção — @alicechiappetta
1ª assistência de direção e still — @bortolato.foto
Direção de arte e styling — @anamori
Contrarregra — @joaopedrobarile
Figuração — @lissantos, @juan.carrascosa e @gilmoz_
Edição e color grading — @mooluscos
Sound design — Felipe Puperi
SOBRE TAGUA TAGUA
Criado em 2017, o Tagua Tagua é um projeto solo concebido pelo cantor, compositor e produtor gaúcho Felipe Puperi. Radicado em São Paulo, ele apresentou dois EPs — Tombamento Inevitável (2017) e Pedaço Vivo (2018) — antes de chegar às canções que formariam seu primeiro LP, Inteiro Metade (2020), obra que contou com apoio do edital Natura Musical. No projeto, fundem-se referências que partem da psicodelia tropical em direção ao funk e ao soul, costurando uma escolha de melodias suaves, por vezes oníricas.
Na sequência, em 2023, foi a vez de o público conhecer Tanto. O projeto foi lançado pela gravadora norte-americana Wonderwheel Recordings e ganha fôlego na leveza dos encontros, bem como nas mudanças provocadas pelo gesto de se apaixonar — aqui traduzidos em uma linguagem que engloba tanto o neo soul quanto o R&B, além de pinceladas de dream pop e indie rock. É um gancho para a subsequente animação proposta em RAIO (2025), terceiro e mais recente álbum da carreira. Aqui, as melodias marcantes do Tagua Tagua buscam inspiração na tradicional disco music, que viveu seu auge e consagração nos anos 1970 e 1980.
Com turnês que não se limitam às fronteiras do Brasil, Puperi já percorreu importantes cidades dos Estados Unidos e da Europa com o Tagua Tagua, chamando a atenção da imprensa internacional. Foi destaque em veículos como NPR e Remezcla, além de ser figura cativa em rádios como KCRW e KEXP. Em seu percurso estão, além de apresentações em festivais como SXSW, Brasil Summerfest NYC, SuperBock Em Stock Lisboa e Lollapalooza, a inclusão de uma faixa no game FIFA20. Seu quarto disco de estúdio está previsto para 2027.