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POR REDEÇÃO NILTON ALCANTARA
Grupo de Paulo Afonso (BA) fortalece a identidade do sertão com o som ancestral do pífano e leva a cultura popular para novas gerações
Em um cenário onde a modernidade avança rapidamente sobre as tradições, um grupo do sertão baiano tem se destacado por fazer o caminho inverso: olhar para as raízes e transformá-las em força cultural contemporânea. É assim que surge o Pífano Velho Chico, coletivo musical que vem resgatando e valorizando uma das mais autênticas expressões da cultura nordestina — a música de pífano.
Natural de Paulo Afonso, na Bahia, o grupo carrega no nome uma homenagem direta ao Rio São Francisco, o “Velho Chico”, símbolo de vida, resistência e identidade para o povo do Nordeste. Mais do que música, o projeto nasce com um propósito claro: preservar uma tradição histórica e mantê-la viva entre as novas gerações.
Um som que atravessa gerações
O pífano, instrumento de sopro simples e de origem popular, tem presença marcante na cultura brasileira desde o século XIX. Tradicionalmente associado a festas populares, cortejos, celebrações religiosas e manifestações culturais, ele representa a voz do povo — um som que ecoa histórias, memórias e identidades.
É exatamente essa essência que o Pífano Velho Chico leva ao palco. Suas apresentações são marcadas por uma energia vibrante e, ao mesmo tempo, carregadas de ancestralidade. Cada nota executada não é apenas música, mas um convite ao público para mergulhar na cultura do sertão.
Cultura como resistência
Em tempos de globalização e consumo acelerado de conteúdos, manter viva uma tradição popular é também um ato de resistência. O grupo assume esse papel com responsabilidade, atuando não apenas como músicos, mas como agentes culturais.
Além das apresentações, o coletivo participa de ações educativas, eventos culturais e iniciativas que buscam aproximar o público da cultura nordestina. O objetivo vai além do entretenimento: é formar, inspirar e garantir que o legado do pífano continue vivo.
Do sertão para o mundo
Com identidade forte e proposta autêntica, o Pífano Velho Chico vem conquistando espaço e chamando atenção por onde passa. O grupo representa uma nova geração que entende que o futuro também se constrói a partir do passado.
Ao unir tradição e presença de palco, o coletivo transforma o pífano em uma linguagem universal — capaz de dialogar com diferentes públicos sem perder sua essência.
Um som que não se apaga
Mais do que um grupo musical, o Pífano Velho Chico é um símbolo de resistência cultural. Em cada apresentação, reafirma que a cultura popular nordestina segue viva, pulsante e necessária.
Em um mundo que muda rapidamente, eles provam que algumas coisas não podem ser deixadas para trás:
a história, a identidade e o som que vem do povo.
Acompanhe o grupo
Para conhecer mais sobre o trabalho do grupo, acompanhe:
Instagram: @pifanovelhochico