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Sueli Gushi: “Nunca é tarde para viver um sonho”

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Cantora já passou por 13 cirurgias por problemas de visão, infecção pulmonar, aterosclerose, além de um câncer de mama. Mas nunca desistiu do que mais gosta: a música

A voz animada e o sorriso estampado no rosto de Sueli Gushi escondem uma batalha intensa e silenciosa contra à dor e à morte. O dia a dia da brasileira é uma verdadeira guerra pela sobrevivência, que começa pela hemodiálise, três vezes por semana, e consultas corriqueiras ao médico. Isto porque ela sofre de diabetes e já passou por 13 cirurgias, consequências de problemas de visão, infecção pulmonar e aterosclerose. Ela tem quatro pontes de safena, cinco stents, colocou uma válvula nova no coração e um marcapasso. Não bastasse isso tudo, ela foi diagnosticada com câncer de mama, e passou sessões de quimioterapia. Mesmo assim, nunca desistiu do que mais gosta de fazer: cantar. “A música é meu melhor remédio”, diz.

 

Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

E foi cantando que Sueli passou a se destacar no cenário musical de Tóquio. Para celebrar 12 anos de apresentações, ela lança o primeiro EP – o “extended play”, ou “formato estendido”, em inglês, que na verdade é mais curto que um álbum. “Arcos da Lapa” é o nome do trabalho, que traz elementos de samba, maxixe e choro. “É o primeiro trabalho gravado, mas é apenas o início de um grande projeto, com mais músicas para gravar”, conta. 

 

O EP tem quatro música que, na voz de Sueli, nos leva a diversos lugares e situações cotidianas, além de expressar com leveza a musicalidade de toda sua brasilidade. “Deixar meu trabalho registrado sempre foi o meu sonho. Acho que todo artista deseja isso, para ficar marcado na sua história”, reflete a cantora. “Também quero divulgar o trabalho dos compositores que me presentearam com suas composições para eu apresentar aqui no Japão”, ressalta.

 

Produzido e gravado no Brasil e no Japão,  em parceria com a Tupiniquim Japan e Gaijin Produções, o EP é um importante símbolo de mais de uma década de trajetória na carreira da cantora, que compôs também uma das músicas, “Eu Te Amei”, em parceria com o parceiro de palco e músico japonês Hiroshi Nakanuma. 

 

“Arcos da Lapa” é ainda o nome de uma das músicas desse EP, com tom nostálgico, que resgata a Lapa do Rio de Janeiro antigo. O vídeo da música foi gravado nas ruas de Nakano e de Shinjuku, na capital japonesa, com algumas imagens em estúdio. Sueli explica que o objetivo foi dar um “ar de boemia para lembrar a noite da Lapa do Rio”. Ela foi composta por Vicente Telles e Doc Salú, com produção musical de Luiz Paulo Ramos e arranjo musical de Hiroshi Nakanuma. “No início, a canção tinha estilo Bossa Nova, mas pedi para o meu parceiro do Duo Sabiá, Hiroshi Nakanuma, fazer novo arranjo e ficou muito lindo. Acho que valorizou a atmosfera que a letra quer passar. O próprio Vicente adorou”, ressalta Sueli.

 

 

Vídeo de “Arcos da Lapa”

 

O EP contém também a música “Jura”, imortalizada na voz de Mário Reis e gravada em 1928 originalmente. Na voz de Sueli Gushi, ganhou arranjos sofisticados e produzidos pelo músico Gustavo Anacleto. Outra faixa é “Brigamos Sim”, de Billy da Nove e Alexandre Paião, que fala do cotidiano e das relações pessoais.

 

Perfil

 

Sueli Gushi é paulistana do Tatuapé. Veio ao Japão em 1993. No início trabalhou em fábrica. Mas teve insuficiência renal e faz sessões de hemodiálise deste então, ficando impossibilitada de continuar o ritmo puxado de uma fábrica. O ano de 2009 foi decisivo para ela. Foi quando fez a primeira apresentação na Churrascaria Que Bom, em Asakusa, num evento pela comemoração do próprio aniversário de 47 anos.

 

Desde então não parou mais. Samba, forró, frevo, pop, MPB, choro, carimbó, Boi Bumbá entre outros ritmos fazem parte do repertório da cantora, que tem o objetivo de mostrar aos japoneses a diversidade da música brasileira. “Música sempre foi especial na minha vida. Cresci ouvindo música, sou de uma época em que todos passavam o dia ouvindo rádio, e sempre amei cantar”, conta a cantora, que nunca fez aulas e aprendeu as técnicas praticando. “A partir do momento que fiquei doente no Japão, a música passou a ser o que me fazia bem, se tornou um remédio pra mim”, diz. 

 

Muitas vezes, Sueli chegou a shows não se sentindo bem. “Mas quando subia no palco, eu me concentrava apenas na música e aí tudo mudava, até esquecia do mal estar”, fala. Ter a saúde comprometida atrapalha a vida profissional da brasileira, que precisa sair com muitas horas de antecedência de casa para chegar a tempo. “Depois do câncer, meu problema circulatório piorou e, por isso, ando com mais dificuldade. Não posso correr e nem carregar peso. Além disso, as sessões de hemodiálise reduzem meus horários livres, fora as internações periódicas. Mas tento levar tudo isso com bom humor.”

 

Com tanta dedicação, a artista já sedimentou uma carreira nas noites de Tóquio e fez participações especiais em shows. Sueli já cantou com Elba Ramalho, Joyce Cândido, Ivo Pessoa, Renato Braz, e artistas radicados nos Estados Unidos, como Ivo de Carvalho, Beatriz Malnic e Nanny Assis. “Isso não tem preço!”, fala. Além disso, ela começou a investir energias também nas composições. “É emocionante! E sempre digo que nunca é tarde pra viver um sonho”, ensina.

 

Em 2013, Sueli recebeu o prêmio Press Award Brasil/Japão como Divulgadora Cultural. Em 2018, recebeu o prêmio Focus Brasil/Japão pelo Duo Sabiá & Banda. Em 2020, recebeu o prêmio Focus Brasil/Japão de destaque como cantora brasileira. O EP “Arcos da Lapa” está disponível nas plataformas digitais. Acesse aqui.

 

Letra de “Arcos da Lapa”

 

Pode ser que daqui a algum tempo quando andar

pelos “Arcos da Lapa” eu procure te encontrar

Pelos rostos perdidos na noite

pelo açoite sutil de um olhar

 

pode ser que a verdade escondida,

escondida à verdade não é

pode ser que esse amor existisse até!

Pode ser que daqui a algum tempo se eu chorar

e no meu violão eu procure te buscar

construindo uma canção de amor

que me leve aos momentos de então

nosso chope nos bares da lapa

e a magia de um tempo bom

à penumbra da luz de neon e um som

 Pode ser que daqui a algum tempo se eu chorar

e no meu violão eu procure te buscar

construindo uma canção de amor

que me leve aos momentos de então

nosso chope nos bares da lapa

e a magia de um tempo bom

à penumbra da luz de neon e um som  

à penumbra da luz de neon e um som

 

“Arcos da Lapa” – créditos:

 

Autores: Vicente Telles e Doc Salú

Alex Martins – cavaquinho e violão

Marcos Aurélio Ramos – contrabaixo

Luiz Paulo Ramos – percussão e produção musical

Hiroshi Nakanuma – arranjos

Paulo Nicolsky – engenheiro de gravação

Paulo Silva – engenheiro de gravação de voz

Fernando Cabrito – mixagem e masterização

Marcos Vinícius Ramos e Sueli Gushi – produção executiva

Gravação no Estúdio do Brasil – Abre Alas

Realização Tupi Records

Agradecimento especial para Ryutaro Iizuka, Paulo Silva, Sergio Danilo Eletrosax e Mariangela Ramos.

 

 

Texto: Ewerthon Tobace/Record TV Japan
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

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