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REGGAE SERGIPE: O MANIFESTO - ® SELIGANAMUSICA ©™

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REGGAE SERGIPE: O MANIFESTO

Começa em: 10/06/2020 Termina em: 10/06/2020

A cena Reggae em Sergipe, aqui representada pelos grupos Sossego em Jah, Guerreiros Revolucionários, Reação Raiz do Reggae, Oganjah, Sisal Root’s, Manifestação, Místicos, Ato Libertário, e Sertão Root’s, dentro de suas atribuições étnicas, sociais e culturais apresenta publicamente esse documento manifesto com o objetivo de expor seu posicionamento acerca da escalada institucional gradativa de estimulo ao ódio, ao racismo, à intolerância e ao discurso de restrição às liberdades.

Considerando que o Reggae, enquanto estilo musical, surgiu na Jamaica como instrumento da juventude negra de se contrapor ao discurso de superioridade racial e cultural imposto pelo sistema colonial europeu. Assim, essa camada da população, através da música, expõe para o mundo suas ideias de igualdade, equidade, justiça social e combate ao racismo. Esse comportamento rompe as fronteiras jamaicana e chega ao mundo, sendo apropriado e (re)contextualizado por uma parte da juventude negra sergipana. Nesse percurso, o movimento se torna uma poderosa ferramenta proporcionar um espaço de diálogo e exposição das ideias acerca do negro e da sociedade em geral.

Considerando que o racismo no Brasil ainda encontra-se com a ferida aberta, diante das conquistas legais adquiridas nos anos que antecederam ao golpe da presidenta Dilma, destacando o protagonismo e articulação do movimento negro (como cotas, Estatuto da Igualdade Racial, Lei 10.639/03 da LDB que apresenta a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira na educação básica, Lei 12.630/2012 que institui o dia nacional do Reggae e Lei 111/2018 que institui o dia municipal do Reggae). Infelizmente, a cicatrização dessa ferida está distante. É preciso que ocorra uma intensificação das ações já conquistadas como também a implementação de novas que busquem amenizar essa dívida com a população negra do país,.

Considerando que no contexto atual, vivenciamos uma escalada de ideias fascistas e antidemocráticas, contrárias a potencialização das ações de combate ao racismo e às desigualdades sociais, promovendo um retrocesso claro e desigual. Destacamos a publicação recente, na conta oficial do twitter da Fundação Palmares, onde o atual presidente da instituição, Sérgio Camargo, publicou dois textos que buscavam desqualificar Zumbi dos Palmares enquanto herói negro. Ainda podemos citar o aumento considerável de homicídio da população negra no nosso país. Segundo o Atlas da Violência 2019, 75,5% das vítimas de homicídio no Brasil são negras. Sergipe obteve uma taxa de 68,8% ficando entre os cinco estados do Brasil onde mais negros são assassinados.

Considerando que a pandemia da covid-19 é um problema de saúde a ser encarado com o maior cuidado possível, principalmente quando pensamos na situação da população negra dentro dessa nova realidade. Devido a questões históricas e sociais são pessoas extremamente vulneráveis dentro desse quadro sanitário, pois não possuem condições de obterem os insumos adequados para higienização. Em muitos casos, não têm acesso ao básico, como: água encanada, saneamento básico, produto de limpeza e perspectiva de renda por muitas serem trabalhadoras informais ou desempregadas.

Resolve:

A partir destas considerações, o Movimento Reggae de Sergipe afirma seu posicionamento contrário as escaladas de agrupamentos fascistas e antidemocrático a que pregam a disseminação do ódio, da mentira e a utilização da violência para impor suas ideias. Como também, articulações e ações políticas que buscam plantar a concepção de uma democracia racial no Brasil, utilizando narrativas “fakes” na tentativa de desqualificar a luta do movimento negro. Com isso, exigimos do poder público que atue para salvaguarda dos direitos constitucionais. FASCISTAS NÃO PASSARÃO – TODA VIDA IMPORTA – VIDAS NEGRAS IMPORTAM.

Assinam esse manifesto:
Adriano Rocha (Músico e Universitário)
Alexsandro Gomes (Militante Negro)
Ana Paula Torres Santana (Ana de Paula)
André Levi (Músico)
Carlos Augusto Conceição Santos (MNU)
Carlos Henrique Santos (Descidão Quilombola)
Carlos Trindade (Consultor Mercado Negro)
Cézar Silva Meneses (Plebeu Jaó – Músico)
Cláudio D Eça (Zé da Liga)
Clicio Rocha (Músico e Prof. De História)
Daiane Sacramento (Poetisa e Universitária)
Douglas Trindade Melo (Músico)
Dr. Ilzever Matos
Edeilton Hora Santos (Ghraúna – Músico)
Edilberto Chagas da Luz (Betão Gangazumba – Professor e ativista)
Edna Rosângela Nobre (Marcha das Mulheres)
Eduardo Barraca do Reggae
Erivaldo José dos Santos (Eri Raíz – Músico e Produtor)
Fagner Roberto(Beat Maker e Universitário)
Faustina Andrade (Tina – Professora de História)
Fernando Montalvão Filho (Produtor)
Frank Santana (Programa Reggae Total)
Gerson Evangelista dos Santos Filho (Coletivo Quilombo)
Gigi Poetisa
Helena Bittencourt (Youtuber)
Ivaldo Morenos (Músico)
Izaque Vieira (Professor e Músico)
Jackson da Toca do Jack
Joelma Dias (Professora)
Jorge Valdo Dias da Silva (Jorge de Zion – Músico)
José Antônio dos Santos (Prof. Nabi Habichedid)
José Nilton Alcântara Silva (Ceo – SELIGANAMUSICA®)
Jr. Moziah (Músico)
Lú Lion (Músico)
Lucas Andrade (Músico e Universitário)
Lucas Farias (Sound System Selector e Univisertário)
Lucas Santos (Lion King – Áudio Visual)
Magno de Jesus Pereira (Magno Panda – Músico)
Mano Sinho (Prsidente da ALPV)
Marcelo Gomes (Músico)
Marcos Fraga (Design)
Marcos Rogério Santos (Guigó – Músico)
Neto Ramos (Músico)
Pedro Neto Daressy (Produtor Cultural)
Poetisa Vera Avilar (Poetisa)
Prof. Antônio Bittencourt (Vereador)
Prof. Robson Anselmo (Instituto Braços)
Paulo Pedroza – Auditor Fiscal e Sindicalista
Rafael Portugal Azevedo (Músico)
Ras Bam (Músico)
Ras Fábio (Militante Negro)
Ras Igor de Jesus (Músico)
Ras Laudenir (Músico)
Rastaman Zebulon Fyah (Músico)
Robson Lira Barros (Músico)
Robson Martins (Abaô)
Rosivaldo Alves (Badico – Produtor Cultural)
Sérgio Guerra (Venice skateshop)
Sérgio Soreano (Produtor Cultural)
Staell Moura (Professora e Diretora da Expoafro/SE)
Tathy Meneses (UNEGRO)
Thiago Ruas (Oganjah)
Waldemar Valença Pereira (Che Cannabis – Professor)
Welington de Jesus Bonfim (Militante negro)
Yá Martha Sales (Espaço de Arte, Cultura e Educação Omiró – CASA DE MAR)
Yá Sônia Oliveira (Comunidade Ojú Ifá)

Organanizações:
Associação Sergipana de Hip-Hop
Caatingas – mídias alternativas
Casa Cultural Reggae e Associação Cultural Aspiral do Reggae de Salvador
Casa das Áfricas Produções
Coletivo Quilombo
Comunidade Ojú Ifá
Executiva Nacional da Conen
Expoafro/SE
Grupo Abaô
Instituto Braços
Loja Casa Velha
Marcha Mundial das Mulheres
MNU (Movimento Negro Unificado)
Movimento dos Artistas Periféricos
UNEGRO

 

Hora que começa: 20:00 Hora que termina:

Localização: Instagram @expoafro

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